Marisqueiras, pescadores, artesãos e representantes de uma futura associação quilombola no Povoado Crasto participaram do evento / Foto: Ascom Setur

Palestra educativa apresenta resultados de pesquisa arqueológica e reforça compromisso com a preservação cultural e o desenvolvimento sustentável em Santa Luzia do Itanhy
 

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), participou de mais uma etapa do Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico da Orla Estuarina do Povoado Crasto, em Santa Luzia do Itanhy. Nesta segunda-feira, 22, a Associação Quilombola do Povoado Crasto recebeu uma palestra educativa sobre patrimônio arqueológico, promovida pela d'Avila Soluções Sustentáveis. A ação integra as condicionantes do processo de licenciamento ambiental da obra de requalificação da orla e tem como objetivo compartilhar com a comunidade os resultados das pesquisas realizadas, além de estimular a valorização e a preservação do patrimônio cultural local.
 
A atividade faz parte de uma série de ações desenvolvidas em parceria com a Setur e busca fortalecer a consciência histórica da população, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região. O encontro também foi uma oportunidade para esclarecer dúvidas da comunidade sobre o projeto de requalificação da orla, uma importante intervenção que será executada pelo Governo de Sergipe no município.

Durante a palestra, foram apresentadas atividades arqueológicas realizadas no povoado e mostrados alguns dos resultados obtidos / Foto: Ascom Setur
 
De acordo com a engenheira ambiental da Setur, Thassia Luíza Santana Costa, a palestra representa uma devolutiva à sociedade das pesquisas arqueológicas realizadas durante a fase de estudos da obra. “Essa ação é um retorno para a comunidade dos resultados da pesquisa subaquática que integra o projeto de requalificação da Orla do Crasto. Como responsável pela elaboração dos projetos, pelo licenciamento ambiental e pelo atendimento às condicionantes da obra, a Setur vem cumprindo todas as etapas exigidas pelos órgãos competentes”, explica.
 
Segundo Thassia Santana, uma das condicionantes estabelecidas envolveu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que considerou fundamental que as informações obtidas durante a pesquisa fossem compartilhadas com os moradores da localidade onde a obra será implantada. “O Iphan entendeu que os resultados deveriam ser apresentados à comunidade. Por isso, este momento de educação patrimonial é tão importante, pois permite transferir esse conhecimento à população e, ao mesmo tempo, prestar esclarecimentos sobre a obra e outras questões relacionadas ao projeto”, destaca.
 
A engenheira ambiental ressalta, ainda, que a iniciativa representa mais um passo no cumprimento dos requisitos necessários para a execução da obra. “Estamos atendendo mais uma exigência de um projeto importante que o Estado entregará à comunidade de Santa Luzia do Itanhy. Como se trata de uma contratação conduzida pela Setur, esse é mais um resultado positivo alcançado por meio do trabalho desenvolvido pela secretaria em benefício da população e da preservação do patrimônio cultural sergipano”, esclareceu.
 
Comunidade ciente

Lucas Barreto, da d’Ávila Soluções Sustentáveis: Compartilhamos informações sobre a importância desse patrimônio para a história e a identidade da comunidade” / Foto: Ascom Setur
 
Durante a ação de esclarecimento realizada no Povoado Crasto, a equipe da d’Ávila Soluções Sustentáveis reuniu marisqueiras, pescadores, artesãos e representantes de uma futura associação quilombola para apresentar as atividades arqueológicas desenvolvidas na comunidade. Segundo o educador e historiador Lucas Barreto, a ação buscou aproximar a comunidade do trabalho desenvolvido pela equipe. “Apresentamos as atividades arqueológicas realizadas no povoado, explicamos o que é a arqueologia e mostramos alguns dos resultados obtidos. Também ouvimos moradores, realizamos palestras com estudantes e compartilhamos informações sobre a importância desse patrimônio para a história e a identidade da comunidade”, destacou.


 
A moradora do Povoado Crasto, Denilma Conceição Santos, avaliou a palestra como uma oportunidade de ampliar o conhecimento da comunidade sobre a importância da preservação do patrimônio local. “Essa palestra foi muito produtiva, porque trouxe informações que ajudam a valorizar e preservar o nosso patrimônio cultural e histórico. Estamos em uma região marcada pela presença dos povos indígenas tupinambás e das comunidades ribeirinhas, e conhecer esses vestígios fortalece a nossa identidade”, afirmou.
 
De acordo com ela, a valorização desse patrimônio também pode contribuir para o desenvolvimento local. “A construção da orla pode ser muito importante para a geração de emprego e renda, desde que aconteça de forma sustentável, preservando o meio ambiente e respeitando os valores culturais das comunidades tradicionais. Isso pode abrir espaço para iniciativas como o turismo de base comunitária e outras alternativas econômicas para os moradores”, ressaltou.

 

Fonte Ascom Setur/SE