A Cidade Mãe de Sergipe oferece aos moradores e visitantes uma programação que reúne atrações culturais, apresentações musicais, arte e gastronomia, valorizando o patrimônio histórico e a cultura local. As atividades começam à tarde e seguem até a noite, ampliando as possibilidades de quem visita São Cristóvão para conhecer seus atrativos e aproveitar o fim de tarde na cidade. No último sábado (17), a programação incluiu o espetáculo “Nos Passos de João Bebe Água”, o projeto “Cidade Seresta: pelas Ruas da Cidade Mãe” e apresentações musicais na Rua Gastronômica.

Considerado um museu a céu aberto, o Centro Histórico de São Cristóvão reúne conjuntos arquitetônicos, ruas históricas, igrejas e espaços que guardam parte da memória de Sergipe. Além de contemplar os monumentos, os visitantes podem conhecer personagens importantes da história local e vivenciar manifestações culturais que permanecem presentes no cotidiano da população. A combinação de história, arte, lazer e gastronomia torna a visita uma experiência que vai além dos roteiros tradicionais.

Rafaela Ribeiro, diretora artística do grupo

Quem visitou à cidade no último final de semana, acompanhou na tarde do sábado a iniciativa “Nos Passos de João Bebe Água”, que apresentou a trajetória de um dos personagens mais conhecidos da cultura popular sancristovense. O espetáculo foi encenado pelo grupo Minha Terra é Ará, que trabalha com o resgate de histórias e tradições culturais.“A gente traz, por meio da arte, do teatro e de personagens lúdicos que caminham pela cidade, histórias que estavam esquecidas. Buscamos trabalhar o pertencimento a esta cidade, para que os sancristovenses e os turistas possam entender um pouco mais da história de São Cristóvão”, destacou a diretora artística do grupo, Rafaela Ribeiro.

de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Semdet) com a finalidade de priorizar uma programação que tenha interação com o público. De acordo com Márcio Ramos, diretor municipal do Turismo, o espetáculo teatral  aborda sobre um personagem marcante na cultura popular de São Cristóvão, uma forma diferente e imersiva de conhecer parte da história da cidade. “Através dessas atividades buscamos ativar o Centro Histórico, dinamizando as ruas da cidade e fazendo com que as pessoas tenham novas interações e experiências turísticas”, reforçou. 

Grupo Minha Terra é Ará

Noite de música

À noite, moradores e visitantes voltaram a percorrer as ruas do Centro Histórico ao som do projeto “Cidade Seresta: pelas Ruas da Cidade Mãe”, realizado pela Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura (Fumpac). Retomada em agosto, a iniciativa teve boa receptividade e passou a integrar a programação cultural dos finais de semana. A proposta também resgata uma tradição musical que marcou São Cristóvão na década de 1990, quando as serestas aconteciam com frequência na cidade.

Para a presidente da Fumpac, Paola Santana, a boa recepção da primeira edição no novo formato e o pedido dos moradores foram importantes para a decisão de dar continuidade à proposta. “Esse formato, que retoma uma tradição das antigas serestas de São Cristóvão e teve uma recepção muito positiva de quem esteve no Centro Histórico. A comunidade também vinha pedindo o retorno dessa programação, então decidimos continuar com esse formato, levando novamente a música para as ruas e fortalecendo essa relação entre cultura, patrimônio e a população”, afirmou.
 

A programação desse sábado ficou por conta da Banda R Som, que realizou um cortejo pelas ruas com grandes clássicos do gênero seresta. Já no palco montado na Rua Gastronômica, Bell Pacheco animou o público presente. 

 

Experiência dos visitantes

Com uma programação que conecta história, teatro e música, São Cristóvão fortalece o turismo aos finais de semana e expande as possibilidades do público vivenciar a Cidade Mãe de Sergipe. 

O professor Denio Azevedo, que acompanhou as atividades, destacou a importância de apresentar a história local por meio de diferentes linguagens, especialmente no Centro Histórico. Para ele, iniciativas como o espetáculo teatral também ajudam a valorizar personagens da cultura popular e a preservar as histórias e práticas culturais do município.

“É muito bom ver que essa é uma das inúmeras formas que temos de trabalhar a história. Em relação ao teatro, percebemos todo o carinho e cuidado com a pesquisa e com a construção do texto, que é bastante didático e mescla a linguagem de época com a contemporânea, dialogando com diferentes públicos e permitindo que conheçam um pouco mais sobre a história do famoso João Bebe Água”, avaliou.

A jornalista Poliana Bittencourt também ressaltou a diversidade de atrações como um convite para voltar à cidade e descobrir novas experiências. Para ela, atividades como a seresta movimentam o Centro Histórico, despertam o interesse por novos espaços e permitem aproveitar a gastronomia local.

“Estar aqui em São Cristóvão é fantástico! Conhecer um pouco da história de João Bebe Água e caminhar por essas ruas é muito bom. Não se trata apenas de uma arquitetura, mas de um lugar que tem história e cultura, que conta a trajetória de um povo e, portanto, também a nossa história, a história de Sergipe. E para além da história, conhecer novas ruas, aproveitar um cortejo musical relembrando antigamente e depois aproveitar a gastronomia local na Rua Gastronômica é muito bom. São verdadeiros convites de retornar à cidade e aproveitar sempre um pouco mais”, concluiu. 

 

Publicado por: Érica Xavier
Fotos por: Dani Santos

Fonte: Prefetura de São Cristóvão